O Pó de Arroz
Conta-se que o mulato do Fluminense empoava o rosto antes de entrar em campo, para clarear a pele e ser tolerado — daí a torcida tricolor virar 'pó de arroz'. Para ser aceito, o talento tinha de pedir desculpa pela própria cor. A inclusão vinha com fatura, e a fatura era a identidade do jogador.
Armadilha: celebrar a entrada do negro no futebol e esquecer o preço que ele pagou para entrar é contar metade da história — a metade confortável.