O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA

CAPÍTULO 3: As Sete Curas para uma Bolsa Vazia

George S. Clason

O rei Sargon vê o ouro da Babilônia escorrer para as mãos de poucos e o povo empobrecer. Chama Arkad e pede que ensine a cidade inteira a prosperar. Nasce então o curso das Sete Curas — o programa mais completo do livro, que vai do simples hábito de guardar até a arte de aumentar a própria capacidade de ganhar.

As Sete Curas, Uma a Uma

O caminho não tem mistério, tem ordem: engorde a bolsa, controle o gasto, ponha o ouro a render, proteja o principal, torne a casa um bem, garanta a renda da velhice e amplie a sua capacidade de ganhar. São sete remédios para o mesmo mal — a bolsa vazia —, e cada um prepara o terreno do seguinte.

Como aplicar: não pule degraus. Ninguém investe bem enquanto o gasto descontrolado ainda fura o fundo da bolsa.

Nem Todo Desejo É Necessidade

Quem trata cada vontade como urgência nunca terá o bastante, por mais que ganhe. Os gastos crescem para ocupar tudo o que entra, vestindo o supérfluo com a roupa do indispensável. A segunda cura é simples e dura: viver com noventa por cento, e cortar o resto sem dó.

Regra: antes de comprar, separe o que você precisa do que você apenas quer. Se um desejo ameaça o seu décimo guardado, ele espera.

Proteja o Principal Antes do Lucro

A promessa de ganho rápido cega o poupador e o faz jogar na vala anos de economia. A primeira regra de quem investe não é multiplicar depressa, é não perder o que já tem. Juro alto nenhum repõe a paz de um cofre esvaziado de uma vez.

Sinal de alerta: toda promessa de lucro grande e fácil que arrisca o principal é, quase sempre, o anúncio antecipado de um prejuízo.

Lições-Chave do Capítulo 3

  • As Sete Curas formam uma sequência: poupar, controlar, multiplicar, proteger, ter casa, garantir renda futura e ganhar mais.
  • Separe desejos de necessidades — o gasto incha até engolir toda a renda, se você deixar.
  • Proteja o principal: a segurança do que se tem vem antes da busca por retorno.