HOMO DEUS

VISÃO GERAL · UMA BREVE HISTÓRIA DO AMANHÃ

Yuval Noah Harari

Vencidos a fome, a peste e a guerra, a humanidade do século 21 mira uma nova agenda: imortalidade, felicidade e divindade — o upgrade de Homo sapiens a Homo deus. Mas o mesmo motor que nos deu esse poder (ver o humano como algoritmo bioquímico) corrói o livre-arbítrio, o indivíduo e o humanismo — e anuncia um novo culto: o dataísmo, a religião dos dados.

A Nova Agenda Humana

Vencidas fome, peste e guerra (de fatalidade divina a problema gerenciável), a humanidade mira três projetos: imortalidade, felicidade e divindade. De pedir aos deuses, passamos a querer nos tornar deuses.

Modelo mental: quando um flagelo vira estatística administrável, a ambição humana sobe de patamar — e de risco.

Humanismo como Religião

A grande revolução moderna foi religiosa: o humanismo moveu a autoridade de Deus para o ser humano ('siga seu coração', 'o cliente tem razão'). O liberalismo é a seita humanista que venceu o século 20.

Como aplicar: ache a autoridade última de um discurso — Deus, o humano ou os dados? — para situar a era.

O Dataísmo

O próximo culto: o universo é fluxo de dados e o valor de tudo é sua contribuição ao processamento. O mandamento — conectar tudo — destrona o humanismo: o homem deixa de ser a fonte de sentido e vira um chip talvez obsoleto.

Para refletir: 'experiência não compartilhada não tem valor' não é óbvio — é dogma dataísta.

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