'Devolver o Bilhete'
Ivan não é ateu simples: aceita que Deus exista, mas recusa respeitosamente entrar num mundo cujo preço é a lágrima de uma criança torturada. É protesto ético, não ceticismo frívolo. A honestidade do argumento força o leitor a enfrentá-lo.
Para o leitor: não reduza Ivan a vilão — Dostoiévski lhe dá o melhor argumento possível porque quer testá-lo de verdade.