O Lago que Chorava
Quando Narciso morre, todos supõem que o lago chora de saudade. Mas o lago confessa outra coisa: chora porque, nos olhos do rapaz debruçado sobre suas águas, via refletida a própria beleza. Os dois se contemplavam num espelho mútuo. A vaidade, descobre-se, não é só de quem se olha — é também de quem reflete.
Como aplicar: não leia o livro à procura de fatos; leia-o à procura de espelhos. Cada cena devolve uma imagem de quem a lê.