Temor > Amor (mas jamais Ódio)
Não cabendo ter as duas coisas, é mais seguro ser temido. O amor se prende por um laço de gratidão que homens vis rompem na primeira conveniência; o temor se prende pelo medo do castigo, que nunca te larga. Mas o temor tem uma fronteira de morte: que não vire ódio. E não vira, desde que não se toque nos bens nem nas mulheres dos súditos — o homem perdoa a morte do pai mais depressa que a perda do patrimônio.
Modelo mental: ancore o poder no que está em suas mãos — o temor — e não no que está nas mãos dos outros — o amor. O afeto é deles; o medo é seu.