A Rosa Que Ele Amou Mal
Brotou um dia, sozinha e bela, e logo começou a cobrar: corrente de ar, biombo contra o vento, água na hora certa. Tossia para dar pena, mentia por vaidade — mas amava, à sua maneira espinhosa. O príncipe a serviu sem entendê-la, cansou-se das exigências e fugiu. Só de longe percebeu que aquela flor difícil perfumava todo o seu mundo.
Para refletir: ele devia ter ouvido o perfume, não as palavras. A rosa amava com espinhos porque era o único idioma que tinha.