O PODER DO HÁBITO

CAPÍTULO 6: O Poder de uma Crise — Hábitos das Organizações

Charles Duhigg

Empresas funcionam por rotinas que mantêm uma trégua entre interesses rivais. Hábitos institucionais ruins podem ser fatais — mas a crise é a janela para reescrevê-los.

Rotinas e a Trégua

As empresas operam por hábitos coletivos que distribuem poder e mantêm a paz interna. Quando a trégua fica desequilibrada, instalam-se hábitos perigosos — e a 'paz' esconde o risco.

Modelo mental: não procure o vilão; procure a rotina por trás da falha.

A Crise como Oportunidade

Na crise, as rotinas se afrouxam e podem ser reescritas. Bons líderes mantêm deliberadamente a sensação de crise para forçar a substituição de hábitos entranhados.

Regra: não desperdice uma boa crise — a janela fecha rápido.

Hospital de Rhode Island

Hábitos davam poder excessivo aos cirurgiões e silenciavam enfermeiras — uma trégua doente que gerou erros graves. Só após a crise vieram checklists e autoridade redistribuída.

Para aplicar: instale hábitos angulares (protocolos) enquanto a crise ainda abre a janela.

Lições-Chave do Capítulo 6

  • Organizações são feitas de rotinas automáticas, não de decisões conscientes constantes.
  • As rotinas mantêm uma trégua de poder — que pode esconder hábitos letais.
  • Falhas institucionais geralmente são de rotina, não de caráter individual.
  • A crise é a janela rara em que hábitos entranhados podem ser reescritos.