A Guarda Cai no Conforto
Décadas de paz e fartura injetam uma letargia doce no sangue coletivo. As mãos largam o fuzil, o ceticismo é expulso da sala amena e o rigor moral adormece. A vulnerabilidade máxima não nasce no medo afiado da crise — nasce, lenta e sorrateira, no auge sedutor da bonança. O perigo dorme com a barriga cheia.
Como aplicar: o caminho liso e sem pedras é exatamente onde a próxima praga deposita os ovos, no escuro do veludo.