O Empreendedor de Si Mesmo
O sujeito agora se administra como uma empresa: concorre consigo, otimiza-se, cobra-se metas. A exploração não veio de fora — ele a internalizou. Carrega o capataz dentro do peito, e nenhum capataz é tão implacável quanto o que se confunde com a própria vontade. Sem patrão a derrubar, não sobra revolução possível — só desabamento.
Exemplo atual: o criador "dono do próprio tempo" que posta de madrugada até desabar. Ninguém o obriga — e é justamente por isso que ele não consegue parar.