A Transparência Que Controla
Tudo expor, tudo comunicar, nada de segredo. O imperativo da transparência expulsa a negatividade — o outro, o oculto, o singular, o atrito — e fabrica o igual. E onde tudo está exposto, a confiança vira supérflua: por que confiar, se posso verificar? Confiança precisa de não-saber; o transparente a substitui pelo controle.
Modelo mental: o que se torna visível torna-se governável. Desconfie do elogio à transparência total — ele não pede a sua honestidade, pede o seu rastro.