O Salto Civilizatório
Amar quem não se parece comigo e nada me oferece é o mais antinatural dos gestos. Justamente por isso é o gesto que nos tira da selva: escolher não atacar nem ignorar o estranho é o ato que funda toda civilização. Onde o instinto manda fugir ou subjugar, a civilidade ergue, contra a corrente, uma ponte.
Modelo mental: o amor ao próximo não brota da afinidade fácil — é uma conquista moral, construída a pulso e contra a própria natureza.