A Fábrica de Sobras
O progresso fabrica, com a mesma precisão com que fabrica mercadorias, gente que não cabe em lugar nenhum. O refugiado não é a pane da máquina — é o seu produto previsto: o resto que sobra de um mundo que aprendeu a descartar pessoas com a frieza com que um casal moderno descarta uma relação gasta.
Modelo mental: não veja o exilado como acidente isolado. Veja-o como a cultura do descarte levada à sua conclusão lógica — o ser humano tratado como embalagem vazia.