A Marca Que Fica
Trauma não é a lembrança triste de um dia ruim; é a impressão que o terror deixou no sistema nervoso e que ele se recusa a apagar. Por isso o sobrevivente não recorda o horror — ele o revive, num corpo que continua reagindo como se a ameaça ainda estivesse de pé, no presente.
Modelo mental: o trauma é um disco arranhado. A vida toca em frente, mas a agulha pula sempre para o mesmo segundo de pânico — e o corpo dança aquele segundo de novo.