O Crime como Experimento
Raskólnikov não ergue o machado por dinheiro — mal abre a bolsa que rouba e enfia o butim debaixo de uma pedra. Ergue-o para arrancar de si uma resposta: sou um Napoleão, com direito de pisar a lei moral em nome de uma ideia grande, ou 'um piolho como todos'? O assassinato é a pergunta. A consciência será o veredicto que ele não pôs na conta.
Modelo mental: quando uma teoria outorga a um homem direito sobre a vida alheia, quem a refuta não é o debate — é a vida, e ela cobra a prova em sangue.