A Caça Pelas Ideias
Porfiry trabalha sem digital, sem testemunha, sem arma: usa como laço o artigo brilhante que o próprio estudante publicou. Cada pergunta de cara inocente esconde uma estocada. Ele cutuca a vaidade de Raskólnikov e o obriga a exibir o orgulho que gerou o crime — porque sabe que orgulho nenhum resiste à tentação de explicar a própria genialidade.
Modelo mental: o interrogador mais perigoso é o que entendeu que o orgulhoso, mais cedo ou mais tarde, vai querer provar o quanto é superior.