O Amor Idílico e o Tempo Circular
O único amor verdadeiramente idílico do livro é o amor por um animal: sem ciúme, sem futuro a conquistar, sem busca de reciprocidade. Karenin vive no tempo circular da repetição amada — o paraíso que os humanos perderam ao entrar no tempo linear do progresso e do desejo.
Para refletir: Kundera sugere que talvez seja o único amor pelo qual o homem não merece ser perdoado de tê-lo recebido melhor do que deu. O que seria viver com mais desse tempo circular na vida cotidiana?