O Homem do Subsolo
Quem fala é um funcionário aposentado, sem nome, mau e 'doente de tanta consciência'. O 'subsolo' (подполье) não é um porão de tijolos: é um estado da alma. É o canto de quem despreza os homens e, ao mesmo tempo, não vive sem a plateia deles — porque um veneno só faz efeito se há quem o veja borbulhar.
Para o leitor: o subsolo é diagnóstico, não modelo. Dostoiévski o pinta para que o reconheçamos em nós, não para que o admiremos nele.