A Carne × o Cyberspace
Para Case, perder o acesso à matrix é despencar na prisão da própria carne — o corpo como peso, mortalidade, biologia que apodrece. O cyberspace é o êxtase da pura mente, um corpo-elétrico sem dor nem decadência. Mas a carne cobra a conta: vício, abstinência, o desejo, a morte de Linda. A fuga não sai de graça.
Modelo mental: o sonho gnóstico de que 'o eu real não é o corpo' é o motor de todo o livro — e a obra encena esse fantasma sem o endossar de olhos fechados.