A POÉTICA DE ARISTÓTELES

CAPÍTULO 4: Verossímil vs. Possível

Aristóteles

A poesia narra o universal (o que tal pessoa faria por verossimilhança); a história, o particular. Por isso 'a poesia é mais filosófica que a história'.

Universal vs. Particular

O historiador conta o que foi; o poeta, o que poderia ser — o que tal tipo de pessoa diria ou faria, segundo o verossímil ou o necessário. É isso que faz a poesia 'mais filosófica e elevada'.

Como aplicar: busque o universal — é o que ressoa em todo espectador.

Impossível Verossímil > Possível Inverossímil

A regra de ouro: prefira o impossível que o público aceita ao possível que ele não engole. Convicção vence veracidade — um milagre motivado convence; um fato real mal motivado, não.

Modelo mental: o critério não é 'isto aconteceu?', mas 'o público acredita que aconteceria?'.

Poeta é Fabricante de Mitos

'O poeta deve ser mais fabricante de enredos que de versos' — é imitador de ações. Pôr história em verso continua sendo história; o que faz a poesia é a imitação sob a lei do verossímil.

Lição: a forma (verso, prosa, vídeo) é secundária; a ação verossímil é tudo.

Lições-Chave do Capítulo 4

  • Busque o universal: o que este tipo de pessoa faria.
  • Prefira o impossível verossímil ao possível inverossímil.
  • A obra se faz pela imitação de ação, não pela forma.