O DESIGN DO DIA A DIA

CAPÍTULO 10: Design no Mundo dos Negócios

Don Norman

Na prática, o design ideal colide com prazo, custo, concorrência e política interna. Entender essas forças — e como as tecnologias evoluem e se difundem — separa o bom design teórico do produto que realmente chega às pessoas.

As Forças que Distorcem o Design

Bom design é também negociação com prazo, orçamento, marketing, concorrência e legados — não busca da perfeição isolada. É isso que explica por que produtos 'óbvios' saem ruins.

Modelo mental: pense no design como negociação de restrições, não como perfeição num vácuo.

Featuritis (Creeping Featurism)

A tendência de adicionar funções a cada versão — cada uma defensável, o conjunto insustentável. Mais funções vendem na vitrine, mas degradam o uso.

Cuidado: não empilhe funções para 'vencer na lista de especificações'; cada uma cobra um preço em usabilidade.

Incremental × Radical e os Legados

A inovação incremental melhora o que existe (a maioria, e mais segura); a radical cria categorias novas (rara, arriscada, lenta de aceitar). A tecnologia muda, as pessoas não tanto — e padrões/legados (o QWERTY) persistem por coordenação social, não por serem ótimos.

Como aplicar: aposte no incremental como regra e trate o radical como aposta de longo prazo.

Lições-Chave: O Mundo dos Negócios

  • Bom design é negociação com prazo, custo, marketing e concorrência.
  • Resista à featuritis: cada função extra cobra um preço em usabilidade.
  • Espere inovação majoritariamente incremental; trate a radical como aposta de longo prazo.