O DESIGN DO DIA A DIA

VISÃO GERAL · OS PRINCÍPIOS DO DESIGN CENTRADO NO HUMANO

Don Norman

Por que algumas portas a gente empurra quando deveria puxar, e sai com a sensação de ser burro? Don Norman responde: a culpa é do design, não do usuário. Nesta obra fundadora da UX, ele mostra que objetos bem projetados comunicam sozinhos o que se pode fazer e o que cada coisa significa — e nos dá o vocabulário para enxergar (e consertar) o mau design em tudo à nossa volta.

A Culpa é do Design, Não do Usuário

O princípio-mãe da obra. Quando as pessoas erram, se sentem burras ou precisam de manual para o básico, o objeto está mal projetado — não as pessoas mal preparadas. 'Erro humano' quase sempre é erro de design. A pergunta certa nunca é 'por que erraram?', mas 'o que no design induziu o erro?'.

Como aplicar: diante de qualquer falha de uso recorrente, conserte o objeto — não tente 'treinar o usuário a prestar mais atenção'.

Os 5 Princípios Fundamentais

O checklist de todo bom design. Affordances: o que o objeto permite fazer. Significantes: sinais que dizem onde e como agir. Mapeamento: a relação controle→efeito (o natural espelha a função). Feedback: resposta imediata ao que você fez. Restrições: limites que guiam ao caminho certo.

Modelo mental: affordance é a possibilidade; significante é o anúncio dela. O designer controla o significante muito mais do que a affordance.

Os Dois Golfos da Ação

Toda ação cruza dois abismos. O Golfo da Execução ('como eu faço isto?') é fechado por significantes, mapeamento e restrições. O Golfo da Avaliação ('o que aconteceu? deu certo?') é fechado por feedback e um modelo conceitual claro. A função do designer é construir essas pontes.

Como aplicar: use os 7 estágios da ação para diagnosticar em que ponto exato sua interface trava o usuário.

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