Demolir, Depois Reconstruir
A manobra tem três tempos, dignos do nome do livro: impedir a transmissão familiar dos valores; diante do caos ético que se segue, proclamar “imperativo” o regresso à educação moral; e então despejar valores novos — controlados pelo Estado, não pela família. Quem incendeia a casa e depois reconstrói escolhe a planta. É assim que o revolucionário se apresenta, com cara séria, como o último defensor da ordem moral.
Sinal de alerta: quando uma chaga social cresce e o Estado surge como restaurador da moral, desconfie — a destruição prévia pode ser o primeiro ato do mesmo enredo.