O Manual Sem Pátria
A Conferência dos Ministros da Educação (Unesco, 1988) propõe um “manual de história geral da Europa” e outro “de história universal”, com comitês a fixar “orientações comuns”. Não é cooperação acadêmica: é uma só mão decidindo, para todos, o que pode ser lembrado. E a fórmula “adversários de ontem, parceiros de hoje” serve de autorização para limpar das páginas a desconfiança incômoda.
Como aplicar: leia “revisão internacional de manuais” como curadoria diplomática da memória coletiva — e pergunte quem assina o que entra e o que desaparece.