NÃO ME FAÇA PENSAR

CAPÍTULO 1: Não Me Faça Pensar (a 1ª Lei)

Steve Krug

A primeira lei da usabilidade de Steve Krug: 'Não me faça pensar'. Cada página, botão ou link deve ser auto-evidente — óbvio, exigindo o mínimo de esforço cognitivo. Quando o usuário precisa parar para descobrir como algo funciona, você já o perdeu um pouco.

A 1ª Lei de Krug

A página deve ser auto-evidente: o usuário 'entende' sem deliberar. Cada elemento que provoca um ponto de interrogação na cabeça ('isto é clicável?', 'começo por onde?') cobra um pequeno imposto de atenção. A meta é tornar o uso óbvio, não esperto.

Como aplicar: revise cada tela perguntando 'isto gera alguma dúvida?'. Cada dúvida é um ponto a corrigir.

Auto-evidente > Autoexplicativo > Confuso

Mire no auto-evidente (captado à primeira vista). Aceite o autoexplicativo (exige um pouco de pensamento, mas a explicação está ali) só quando for inevitável, em telas complexas. Confuso / precisa de instrução é inaceitável.

Modelo mental: a página é um outdoor passando a 100 km/h — precisa ser 'pega' num relance.

Nomes Criativos no Lugar de Rótulos Óbvios

Chamar 'Vagas' de 'Jobs!' ou 'Produtos' de 'Soluções' força o usuário a decodificar. Nomes de marketing 'fofos' geram interrogações; rótulos comuns são entendidos sem pensar.

Sinal de alerta: se um rótulo exige tradução mental, ele falha na 1ª Lei. Prefira o óbvio ao criativo.

Lições-Chave: A 1ª Lei

  • Mire o auto-evidente: cada ponto de interrogação na cabeça do usuário é um defeito.
  • Use rótulos comuns e óbvios, não nomes criativos que exijam decodificação.
  • Minimizar a carga cognitiva é o objetivo número um de toda a interface.