NÃO ME FAÇA PENSAR

VISÃO GERAL · USABILIDADE E O BOM SENSO NA WEB

Steve Krug

E se a regra de ouro da usabilidade coubesse numa frase? Steve Krug a resume assim: 'Não me faça pensar'. Uma página, um botão, um link — tudo deve ser auto-evidente, óbvio sem esforço. Porque as pessoas não leem, escaneiam; não escolhem a melhor opção, pegam a primeira razoável; não entendem o sistema, se viram. Não Me Faça Pensar é o bom senso aplicado ao design digital — e a prova de que boa usabilidade se descobre testando, não discutindo.

A 1ª Lei: "Não Me Faça Pensar"

A regra-mestra da usabilidade: cada página deve ser auto-evidente — óbvia sem deliberação. Todo 'ponto de interrogação' na cabeça do usuário ('isto é clicável?', 'onde estou?') é um imposto sobre a atenção. A escala: auto-evidente (ideal) > autoexplicativo (aceitável) > confuso (inaceitável).

Como aplicar: olhe cada tela e pergunte 'isto gera alguma dúvida?'. Cada dúvida é um defeito a eliminar.

Como REALMENTE Usamos a Web

Projetamos para um leitor ideal que não existe. Na prática: escaneamos (não lemos), satisfazemos (pegamos a primeira opção razoável, não a melhor — satisficing) e nos viramos (usamos sem entender o sistema — muddling through).

Modelo mental: a página é um outdoor lido de relance, a 100 km/h. Destaque a ação certa e torne tudo à prova de erro.

Teste Barato, e a Boa Vontade

Não existe 'usuário médio': resolva discussões testando — 3 usuários, uma manhã por mês, pensando em voz alta. E lembre da reserva de boa vontade: cada atrito esvazia a paciência do usuário; cada cortesia a reabastece.

Regra: pare de discutir 'o que o usuário faria' — uma manhã de teste vale mais que semanas de opinião.

Gostou do resumo? Leia Não Me Faça Pensar na íntegra:

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