NÃO ME FAÇA PENSAR

CAPÍTULO 10: Acessibilidade e Mobile

Steve Krug

Usabilidade inclui todos os usuários e todos os contextos. Acessibilidade não é caridade nem só conformidade legal — é fazer o site funcionar para pessoas com deficiência, o que quase sempre melhora a experiência de todos. E, no celular, a 1ª Lei vale em dobro.

Acessibilidade É Usabilidade Estendida

Corrigir os problemas mais comuns costuma ser barato e beneficia a todos ('a maré que sobe levanta todos os barcos'): alt text em imagens informativas, rótulos em formulários, contraste e fonte legíveis, navegação por teclado e ordem semântica.

Como aplicar: nunca transmita informação só por cor (ex.: 'campos em vermelho são obrigatórios') — exclui daltônicos.

Mobile É o Stress Test da 1ª Lei

Celular não é desktop encolhido: tela menor, dedo grosso, atenção dividida. Priorize o essencial, use alvos de toque grandes e espaçados e exija ainda menos pensamento. Se passa no mobile distraído, passa em qualquer contexto.

Modelo mental: a acessibilidade é como a rampa de calçada — feita para cadeirantes, ajuda carrinhos, malas e todo mundo.

Usabilidade × Aprendabilidade (Learnability)

Interfaces mobile escondem comandos atrás de gestos e ícones. Vale sacrificar um pouco de usabilidade imediata se o usuário aprende rápido — mas não exagere no obscuro: gesto crítico sem nenhuma pista tem learnability zero.

Cuidado: esconder ações importantes atrás de ícones ambíguos faz ninguém adivinhar como agir.

Lições-Chave: Acessibilidade e Mobile

  • Acessibilidade é usabilidade para todos — comece pelo barato e de alto impacto (alt, rótulos, contraste, teclado).
  • Nunca transmita informação só por cor; garanta estrutura semântica e navegação por teclado.
  • Mobile não é desktop encolhido: priorize o essencial, use alvos de toque grandes e exija menos pensamento.