O Homem Submerso
Em casa, no quarto, ele é herói, amante, viajante — tudo, menos quem é. A fantasia dá um prazer febril, real como uma embriaguez, e cobra a conta em silêncio: enquanto sonha que ama, a vida verdadeira passa do lado de fora da janela. O sonhador não é preguiçoso; é um homem que se gastou todo por dentro.
Para refletir: sonhar a vida custa tão caro quanto vivê-la, mas paga em moeda que não compra nada — repare na conta no fim da noite.