O Sonho e a Vida
De um lado, um homem que mobiliou a alma de fantasias e chegou aos trinta sem ter vivido; do outro, uma moça de carne, lágrima e pressa. O sonho não cobra nada e por isso não dá nada; a vida fere — mas foi a vida, e não o devaneio, que lhe deu o único minuto verdadeiro. Dostoiévski não manda o Sonhador acordar; mostra apenas o preço de dormir acordado.
Chave de leitura: a cada cena, pergunte o que é vivido e o que é apenas imaginado — a fronteira entre os dois é o assunto secreto do livro.