Dois Presos Que Se Encontram
À confissão imaginária do Sonhador responde a confissão real de Nástienka — e elas rimam. Um vivia trancado no quarto da própria fantasia; ela, alfinetada à saia da avó. Dois cativos de prisões diferentes que se reconhecem pela mesma falta: a de liberdade. Não se atraíram por acaso; foi a solidão de um que enxergou a solidão da outra.
Chave de leitura: o livro é feito de confissões que se espelham — o real dela ilumina o imaginário dele, e vice-versa.