O Camelo Que Carrega
O espírito robusto ajoelha-se como o camelo que quer ser bem carregado, e pede: carrega-me bem! Toma sobre si o 'Tu Deves' — a tradição, a moral, o sacrifício — e parte para o seu deserto. Esse passo é indispensável: sem o peso, o espírito não cria músculo nem reverência. Mas é só obediência; estacar aqui é morrer como besta de carga, orgulhosa do próprio fardo.
Armadilha: gabar-se da carga que se aguenta e do quanto se sofre é a vaidade secreta do camelo — o último disfarce do escravo que se crê santo.