A Unidualidade do Humano
Separar em nós o animal e o cultural, a razão e a paixão, é mutilar aquilo que só existe junto. Não somos metade fera e metade espírito: somos os dois no mesmo gesto. Compreender-se é aceitar essa unidade que vive de contrários — sapiens e demens, sensato e delirante, na mesma carne.
Modelo mental: o humano não é 'isto ou aquilo'; é 'isto e aquilo' — e querer purificá-lo de um dos lados é perdê-lo inteiro.